O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é o político brasileiro mais influente do Instagram em 2026. É o que aponta um levantamento inédito da Zeeng, empresa especializada em inteligência de dados e monitoramento de mídias sociais. Cada publicação de Nikolas gera, em média, 1,47 milhão de interações — mais de três vezes o desempenho da segunda colocada, Michelle Bolsonaro.
A Nova Top Net analisa o ranking completo, o domínio da direita na plataforma e o que os números revelam sobre a comunicação política digital no Brasil em 2026.
O estudo da Zeeng analisou 546 mil publicações de aproximadamente 3,1 mil políticos, responsáveis por 2,4 bilhões de interações entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2026. Diferente de rankings baseados apenas no número de seguidores, a pesquisa considera a média de engajamento por publicação — ou seja, a capacidade real de mobilizar o público, estimular interações e ampliar o alcance das mensagens.
O levantamento revela um domínio absoluto de políticos alinhados à direita e centro-direita: 76% das 100 posições do ranking são ocupadas por esse espectro político. O Partido Liberal (PL) lidera com 40 nomes entre os 100 mais influentes. Em seguida aparecem Novo (9), Podemos (8), PSOL e União Brasil (6 cada) e PT (5).
Entre os dez primeiros colocados, oito são filiados ao PL. Apenas a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e o vereador Carlos Bezerra Jr. (PSD-SP) quebram a hegemonia da legenda no topo da lista. A concentração de poder digital em um único partido é um fenômeno raro e mostra a eficiência da máquina de comunicação bolsonarista nas redes sociais.
O líder absoluto do ranking, com 1,47 milhão de interações por post, mais que triplica o segundo colocado. Com 22 milhões de seguidores, o deputado mineiro se destaca por adaptar seu discurso político ao ambiente digital, com linguagem direta, formatos voltados para redes sociais e conteúdos com alto potencial de compartilhamento. Sua média é mais de 14 vezes maior que a do presidente Lula.
Na segunda posição mesmo sem exercer mandato eletivo. A ex-primeira-dama mantém 444,5 mil interações por publicação, impulsionada por conteúdos relacionados a fé, família e política. Sua presença no topo do ranking mostra que a influência digital não depende necessariamente de cargo público.
Única representante da esquerda no Top 5, a deputada do PSOL alcança 233,4 mil interações por postagem. Sua comunicação é fortemente voltada para pautas sociais, direitos humanos e representatividade, temas que impulsionam a participação de sua audiência.
O senador e pré-candidato à Presidência aparece na quinta posição, com 193,3 mil interações. Dono de 10,7 milhões de seguidores, Flávio mantém alto engajamento com conteúdos de pautas conservadoras. Curiosamente, sua média de engajamento caiu 17% em relação a janeiro, possivelmente influenciada pelo desgaste do caso TariFlávio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na 11ª colocação, com média de 104,3 mil interações por publicação. Apesar da visibilidade institucional e da estrutura de comunicação da Presidência, Lula fica atrás de deputados, vereadores, um senador e de Michelle Bolsonaro, que não ocupa cargo público. O dado surpreende e acende um alerta no PT sobre a necessidade de reforçar a presença digital do presidente em ano eleitoral.
Na comparação com janeiro de 2026, Lula caiu da 7ª para a 11ª posição. Enquanto isso, Nikolas Ferreira ampliou sua vantagem: em janeiro, sua média era de 2,49 milhões de interações — mais de 689% acima do segundo colocado na época. A queda no engajamento de Lula pode estar relacionada ao desgaste natural do governo e à ofensiva digital da oposição.
O ranking da Zeeng mostra que o Instagram se consolidou como a principal plataforma de comunicação política no Brasil. Em ano eleitoral, a capacidade de gerar engajamento na plataforma pode ser um diferencial competitivo importante. A direita brasileira larga na frente nesse campo, com uma máquina digital bem estruturada e políticos que dominam a linguagem das redes sociais.
Para a esquerda, o desafio é enorme. Com apenas 5 representantes entre os 100 mais influentes e o presidente da República fora do Top 10, o campo progressista precisa repensar sua estratégia digital para 2026. Enquanto isso, Nikolas Ferreira e o PL mostram que, nas redes sociais, a política tradicional já não é mais suficiente — é preciso ser influente, e não apenas ter seguidores.
E você, segue algum desses políticos no Instagram? Acha que o engajamento nas redes vai definir as eleições? Deixe sua opinião nos comentários.
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