O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na manhã de segunda-feira, 10 de agosto, é o maior desastre natural em mais de quatro décadas na história recente do país. O tremor, que durou cerca de dois minutos, deixou ao menos 162 mortos e mais de 500 feridos até a manhã desta terça-feira, segundo o balanço divulgado pelo G1, com números que ainda devem crescer enquanto equipes de resgate trabalham nos escombros de Cali, Pereira, Manizales e Quibdó.
RESUMO DA NOTÍCIA
▼
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia em 10 de agosto de 2026 deixou mais de 162 mortos e destruiu centenas de prédios em Cali, Pereira e Manizales. Enquanto o resgate segue nos escombros, a tecnologia de alerta precoce testada com o Japão, os drones e os satélites Copernicus da União Europeia atuam na resposta ao maior tremor do país desde 1979.
O epicentro foi registrado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a cerca de 240 quilômetros a oeste de Bogotá, capital da Colômbia, a uma profundidade de aproximadamente 100 quilômetros, conforme o Serviço Geológico Colombiano e o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O abalo foi sentido em 32 capitais de departamentos colombianos e também em partes do Equador, do Panamá e da Venezuela, provocando evacuações em massa e pânico em cidades como Bogotá, onde prédios balançaram e alarmes dispararam.
Enquanto o drama humano domina as manchetes, uma frente pouco comentada ganha relevância: a tecnologia de alerta e resgate. A Colômbia testou entre setembro de 2025 e março de 2026, em parceria com o Japão e a empresa NEC, um Sistema de Alerta Precoce de Terremotos, o mesmo modelo usado no Japão, que detectou 37 de 39 eventos sísmicos históricos na validação offline. O diretor-geral do Serviço Geológico Colombiano, Julio Fierro Morales, defendeu a implantação do sistema justamente por permitir alertas segundos antes da chegada do tremor mais forte, tempo precioso para desligar gás, evitar elevadores e proteger vidas em barragens e hospitais.
No resgate, a tecnologia também está em campo. No Hospital Universitário del Valle, em Cali, que sofreu colapso parcial e teve 600 pacientes evacuados, o monitoramento da estrutura está sendo feito com drones. A União Europeia mobilizou o programa de satélites Copernicus para mapear áreas atingidas e orientar as equipes de busca, enquanto os Estados Unidos anunciaram 15,5 milhões de dólares em ajuda, o equivalente a cerca de 79 milhões de reais, conforme noticiou o G1 e a CNN.
Em Cali, terceira maior cidade da Colômbia, o prefeito Alejandro Eder decretou toque de recolher e militarização após relatos de saques, com mais de mil soldados em operação. A cidade registra ao menos 95 mortos, 949 feridos e 239 pessoas ainda desaparecidas nos escombros, segundo atualização das autoridades locais na madrugada desta terça-feira. Em Pereira, capital do departamento de Risaralda, são 60 mortos, e o aeroporto Matecaña sofreu colapso parcial. No total, 86 edifícios desabaram e mais de 5 mil imóveis foram danificados ou destruídos somente em Cali, conforme levantamento do El País e da agência Associated Press.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, empossado há apenas quatro dias, declarou estado de desastre nacional e montou um comando unificado de emergência. A solidariedade internacional chegou rápido: o Equador enviou 47 resgatistas com cães especializados, o Brasil, por meio do Itamaraty, se colocou à disposição para colaborar, e o presidente Lula manifestou apoio ao povo colombiano em suas redes sociais. A Conmebol suspendeu os jogos da Libertadores e da Sul-Americana programados no território colombiano.
Para quem acompanha o tema, a pergunta que fica é: o Brasil corre risco? O território brasileiro fica no centro da placa tectônica sul-americana, longe das zonas de choque, e tremores fortes como o da Colômbia não são esperados por aqui, embora pequenos abalos já tenham sido registrados em estados como Amazonas e Acre. Já para quem vive em áreas sísmicas, o protocolo recomendado é simples: agachar, proteger a cabeça e o pescoço, e aguardar o tremor passar longe de janelas e objetos que possam cair. A Nova Top Net segue acompanhando os desdobramentos do terremoto na Colômbia e traz as atualizações assim que os números oficiais forem revisados.
Perguntas frequentes sobre o terremoto na Colômbia 🔗
Reunimos as respostas diretas para as principais dúvidas sobre o terremoto de 7,4 que atingiu a Colômbia em 10 de agosto de 2026.
Onde foi o epicentro do terremoto de 7,4 na Colômbia?
O epicentro foi em San José del Palmar, no departamento de Chocó, oeste da Colômbia, cerca de 240 quilômetros a oeste de Bogotá, a aproximadamente 100 quilômetros de profundidade.
Quantos mortos e feridos deixou o terremoto na Colômbia?
Até a manhã de 11 de agosto, o balanço oficial indicava ao menos 162 mortos e mais de 500 feridos, com pelo menos 95 mortes somente em Cali e 60 em Pereira. Os números ainda podem subir.
O terremoto na Colômbia pode ser sentido no Brasil?
O tremor foi sentido em países vizinhos como Equador, Panamá e Venezuela, mas não houve registro de impacto no Brasil, que fica no centro da placa sul-americana, em região de baixa atividade sísmica.
O que é o Sistema de Alerta Precoce de Terremotos testado na Colômbia?
É uma tecnologia desenvolvida pela NEC em parceria com o Japão que emite alertas segundos antes da chegada do tremor mais forte. A Colômbia testou o sistema entre 2025 e 2026 e avalia sua implantação.
Como a tecnologia está ajudando no resgate das vítimas?
Drones monitoram estruturas como o Hospital Universitário del Valle, em Cali, e o programa de satélites Copernicus, da União Europeia, mapeia as áreas atingidas para orientar as equipes de busca.
Essa notícia merece ser lida por mais gente. Compartilhe!
Para garantir que você tenha a melhor experiência possível, utilizamos cookies em nosso site. Eles nos ajudam a entender como você interage com nossas páginas. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias.
Para comentar, faça login: