A OpenAI oficializou no dia 17 de agosto a sua operação de negócios no Brasil, em evento realizado no hotel Rosewood, em São Paulo, com a presença de executivos da empresa criadora do ChatGPT. A companhia anunciou que o Brasil já está entre os cinco países que mais geram receita para a empresa no mundo e revelou números expressivos de crescimento no mercado brasileiro.
RESUMO DA NOTÍCIA
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OpenAI oficializou operação no Brasil em 17 de agosto. País está no top 5 de receita, ChatGPT registra 215 milhões de mensagens diárias e Nubank e Itaú estão entre os clientes corporativos.
Segundo dados apresentados pela própria empresa, o número de mensagens enviadas pelo ChatGPT no Brasil saltou de 140 milhões por dia no ano passado para 215 milhões de mensagens diárias neste ano, um crescimento de mais de 53%. O número de usuários brasileiros quase dobrou no mesmo período, e o português já é o terceiro idioma mais usado no modelo de inteligência artificial da companhia.
A empresa oficializou a operação de negócios no Brasil para disputar o mercado corporativo e de consumidores finais com concorrentes veteranos, como o Google. O vice-presidente de estratégia internacional da OpenAI, Oliver Jay, afirmou que a companhia está contratando engenheiros de implementação no Brasil para ajudar empresas a colocar a inteligência artificial em operações reais, e não apenas em projetos piloto.
Entre os clientes corporativos da OpenAI no Brasil estão Itaú, Nubank, Localiza e O Boticário, com novos projetos de inteligência artificial em andamento. O Nubank, por exemplo, está desenvolvendo um private banker digital movido por inteligência artificial, uma espécie de assessor bancário que vai levar conhecimento sobre investimentos a um público maior. O Itaú usa a ferramenta em toda a sua operação.
Os números revelados no evento mostram que o Brasil deixou de ser um mercado emergente para a inteligência artificial. O país é o terceiro maior mercado da OpenAI em número de usuários, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia, e lidera o uso do ChatGPT Images no mundo. Na América Latina, o Brasil é o maior mercado do Codex, a plataforma de programação da empresa, e aparece em segundo lugar globalmente entre os desenvolvedores que usam a API da companhia.
O crescimento da divisão empresarial da OpenAI no Brasil foi de cinco vezes em apenas um ano, o que indica que a adoção da inteligência artificial saiu da fase de experimentação e virou prioridade de investimento nas grandes companhias. A divisão enterprise da operação local cresceu cinco vezes no último ano, e o número de licenças corporativas no Brasil seguiu o mesmo ritmo de expansão.
A OpenAI também anunciou parcerias com instituições públicas brasileiras. Duas instituições farão parte de um projeto internacional de financiamento de 14 iniciativas de pesquisa: o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, o Impa, vai estudar o que instituições científicas precisam para converter o uso da inteligência artificial em progresso efetivo na pesquisa, e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP vai avaliar usos da tecnologia em fluxos clínicos, organização de informações e orientação de pacientes nos serviços de saúde.
A companhia também demonstrou preocupação em tranquilizar clientes brasileiros sobre riscos políticos. O diretor de estratégia da OpenAI, Jason Kwon, afirmou que não é vantajoso para os Estados Unidos restringir o acesso de outros países a modelos avançados de inteligência artificial, como o governo americano chegou a fazer em junho deste ano ao vetar o acesso de estrangeiros a modelos da Anthropic, medida da qual depois recuou.
O anúncio acende um alerta para empresas brasileiras que ainda tratam a inteligência artificial como pauta de tecnologia. Segundo executivos da OpenAI, o limite da adoção corporativa não é mais o acesso à tecnologia, mas a capacidade interna de implementação com governança. Empresas que já resolveram o acesso e ainda travam nos resultados, em geral, travam na capacidade de traduzir a ferramenta em ganho de negócio com segurança.
Há também uma questão de soberania digital: segundo o Ministério da Fazenda, 60% do consumo de processamento de dados no Brasil ocorre fora do território nacional, majoritariamente nos Estados Unidos. A OpenAI não confirmou planos de processamento local de dados, afirmando apenas que está aberta a conversas em várias regiões do mundo. Para empresas que adotam inteligência artificial em larga escala, a localização dos dados e a continuidade do serviço viraram pontos de atenção estratégica.
A OpenAI oficializou sua operação de negócios no Brasil em agosto de 2026, em evento em São Paulo, e está contratando engenheiros de implementação para atender empresas brasileiras.
Quais empresas usam a OpenAI no Brasil?
Itaú, Nubank, Localiza e O Boticário estão entre os clientes corporativos da OpenAI no Brasil, com projetos de inteligência artificial em andamento.
O Brasil é um grande mercado para a OpenAI?
Sim. O Brasil está entre os cinco países que mais geram receita para a OpenAI, é o terceiro maior mercado em usuários e lidera o uso do ChatGPT Images no mundo.
O português é suportado pelo ChatGPT?
Sim. O português é o terceiro idioma mais usado no ChatGPT, e o número de mensagens enviadas no Brasil saltou de 140 milhões para 215 milhões por dia em um ano.
Existe risco de perder acesso aos modelos da OpenAI?
O diretor de estratégia da OpenAI afirmou que não é vantajoso para os Estados Unidos restringir o acesso de outros países aos modelos, e que medidas nesse sentido não devem se repetir.
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