InicioOuvir Notícias

Como está a internet nas capitais brasileiras? Um raio-x completo de 4G, 5G e banda larga em 2026

A internet no Brasil em números

A internet se tornou um serviço essencial na vida dos brasileiros, seja para trabalho, estudo, entretenimento ou comunicação. Mas como está a qualidade da conexão nas capitais do país em 2026? Neste raio-x completo, vamos analisar a velocidade do 4G e do 5G, o desempenho da banda larga com fibra óptica e os principais desafios enfrentados pelos usuários em todo o Brasil. Os dados apresentados são baseados em levantamentos do ranking Minha Conexão, da Opensignal, da nPerf, do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Cobertura e velocidade do 4G nas capitais

A rede 4G continua sendo a principal tecnologia de internet móvel no Brasil, com cobertura presente em mais de 98% da população brasileira, segundo dados da Anatel. A Vivo lidera em velocidade média de download no 4G, com 98 Mbps, de acordo com levantamento da nPerf divulgado em setembro de 2025, que analisou dados coletados entre julho de 2024 e junho de 2025. A TIM aparece em segundo lugar, com 88 Mbps, seguida pela Claro, com 80 Mbps. No quesito upload, Claro e Vivo empataram tecnicamente com cerca de 14 Mbps, enquanto a TIM registrou 12 Mbps. Na latência, a Vivo também se saiu melhor, com 44 milissegundos, contra 57 milissegundos de Claro e TIM. Nas capitais, a qualidade do 4G varia conforme a operadora e a região, mas todas as grandes cidades contam com cobertura robusta das três principais operadoras.

O avanço acelerado do 5G no Brasil

O 5G é a grande aposta para o futuro da conectividade no Brasil, e os números mostram um avanço acelerado. Segundo o Ministério das Comunicações, em março de 2026, 80% da população brasileira terá acesso ao 5G até o fim de 2026. Atualmente, a cobertura já alcança 63,61% do país, superando a meta de 57,67% estabelecida pela Anatel para 2027, mais de três anos antes do previsto. Segundo a Conexis, entidade que reúne as operadoras de telecomunicações, a tecnologia já cobre 1.200 municípios e 70% da população brasileira. A TIM lidera em número de cidades com 5G, com mais de 100 municípios. A Vivo oferece 5G em todas as capitais brasileiras e em mais de 26 cidades. A Claro cobre 35 municípios, incluindo 10 capitais.

Nas velocidades de download do 5G, a Claro lidera com 271 Mbps, seguida pela Vivo com 263 Mbps e pela TIM com 249 Mbps, segundo o levantamento da nPerf. No upload, a Claro também se destacou com 33 Mbps, contra 26 Mbps da Vivo e 25 Mbps da TIM. Na latência, a Vivo apresentou o menor tempo de resposta, com 34 milissegundos, seguida pela Claro com 41 milissegundos e pela TIM com 45 milissegundos. O Brasil figura entre os países que mais rapidamente implementaram a tecnologia, em funcionamento desde julho de 2022 após o leilão do espectro realizado pela Anatel em novembro de 2021, considerado o maior leilão de radiofrequências da história do país.

Banda larga fixa: as capitais com internet mais rápida

Na banda larga fixa, a velocidade média da internet no Brasil é de 221,67 Mbps, segundo o ranking Minha Conexão atualizado em abril de 2026. O país ocupa a 25ª posição no ranking global de velocidade de banda larga fixa, de acordo com o Speedtest Global Index da Ookla, à frente de países como China, Irlanda, Suécia e Reino Unido. Entre as operadoras nacionais, a Vivo lidera com 218,2 Mbps de velocidade média, seguida pela Claro com 187,71 Mbps. A Opensignal, em levantamento divulgado em outubro de 2025, apontou a Vivo como líder em velocidade média de download na banda larga fixa, com 114,8 Mbps, seguida por Claro com 96,5 Mbps, Nio com 95,6 Mbps e TIM com 90,8 Mbps. Brasília se destacou com a maior velocidade média entre as capitais pesquisadas, alcançando 131,6 Mbps com a Vivo. Em São Paulo, a melhor velocidade média foi de 120,2 Mbps, também com a Vivo.

O ranking Minha Conexão de abril de 2026 revelou quais são as capitais com a internet fixa mais rápida do Brasil. Goiânia lidera com 253,73 Mbps, seguida por Rio Branco com 248,60 Mbps e Porto Velho com 240,41 Mbps. Na sequência aparecem Cuiabá com 236,71 Mbps, Palmas com 221,68 Mbps, Florianópolis com 209,47 Mbps, Boa Vista com 202,73 Mbps, Curitiba com 193,96 Mbps, Porto Alegre com 193,76 Mbps e Belo Horizonte com 186,81 Mbps. Os dados mostram que capitais das regiões Centro-Oeste e Norte têm apresentado bons resultados, impulsionadas por provedores regionais que investem em fibra óptica de alta qualidade.

Fibra óptica: crescimento e desafios

A fibra óptica já está presente em 49,3% dos domicílios brasileiros, segundo estudo da Unentel. Somente no segundo trimestre de 2025, foram ativadas 3,5 milhões de novas conexões de fibra óptica residencial, um dos maiores crescimentos do mundo. No entanto, segundo o Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT) da Anatel, 1.207 municípios ainda não contam com backhaul óptico, a infraestrutura que sustenta o desempenho da rede. Isso significa que, mesmo em áreas onde a fibra chega até a residência, a qualidade da conexão pode ser limitada pela falta de infraestrutura de transporte de dados. Na avaliação apenas das redes de fibra óptica (FTTH), a Claro obteve a melhor média de download, com 416 Mbps, segundo a nPerf. No upload, a Oi (atual Nio) liderou com 248 Mbps, enquanto a Vivo registrou a menor latência, com 14 milissegundos.

Problemas e reclamações dos usuários

Apesar dos avanços na cobertura e na velocidade, a internet no Brasil ainda enfrenta problemas significativos. As reclamações por instabilidade e quedas de conexão continuam altas, segundo relatos de usuários e dados da Anatel. Os principais problemas relatados são conexão intermitente, velocidade abaixo da contratada e congestionamento em horários de pico. Segundo especialistas ouvidos pela Unentel, instalar fibra é apenas parte da solução. Sem monitoramento constante e inteligência para gerenciar o tráfego, a promessa de alta velocidade vira instabilidade recorrente. Eventos de pico, rotas congestionadas e equipamentos sobrecarregados geram as maiores queixas dos consumidores.

O papel dos provedores regionais

Um dos fatores mais interessantes do mercado brasileiro de internet é a força dos provedores regionais. Segundo o ranking Minha Conexão, os provedores mais rápidos do Brasil são justamente os regionais. A ExplorerNet lidera com impressionantes 1.390,40 Mbps, seguida pela Marinter Telecom com 1.024,85 Mbps e pela Intercomm Fibra com 946,82 Mbps. A Opensignal também destacou o papel dos provedores regionais, mencionando a Brisanet como destaque em qualidade e confiabilidade em Fortaleza e Recife. Esses provedores têm conseguido oferecer velocidades superiores às grandes operadoras em suas regiões de atuação, impulsionando a competição e beneficiando os consumidores.

Perspectivas para o futuro

O futuro da internet no Brasil passa pela expansão do 5G e da fibra óptica para todas as regiões do país. O Ministério das Comunicações tem investido na expansão da conectividade por meio de programas como o Projeto Expansão de Redes, em parceria com o BNDES, que levará conectividade a 552 municípios de 17 estados brasileiros, com investimento de R$ 1,4 bilhão. A Anatel também tem atuado para ampliar a cobertura móvel por meio de leilões de atendimento a localidades remotas. A expectativa é que, até 2029, todos os municípios brasileiros tenham acesso ao 5G, seguindo o cronograma estabelecido pela agência reguladora. Com investimentos contínuos em infraestrutura e a competição entre grandes operadoras e provedores regionais, a tendência é que a qualidade da internet no Brasil continue evoluindo nos próximos anos.

by NOVATOPNET
Capa da Postagem
Pronto para tocar

Carregando postagens...

Ler matéria completa ↗
00:00 00:00

Postagens Narradas Recentes

0 áudios
Buscando áudios no blog...

Você acabou de ler: Como está a internet nas capitais brasileiras? Um raio-x completo de 4G, 5G e banda larga em 2026 Confira mais exclusividades abaixo!