O Estreito de Ormuz voltou a receber superpetroleiros nesta sexta-feira, 19 de junho, após a assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã. O acordo provisório de 60 dias estabelece a suspensão das taxas de passagem pelo estreito e abre caminho para negociações definitivas de paz no Oriente Médio. O presidente americano Donald Trump afirmou que o acordo ‘não é final’ e fez novas ameaças ao Irã, mas o ato já é considerado o maior avanço diplomático na região desde o início da crise. A reabertura do Estreito de Ormuz representa um alívio para o mercado global de petróleo.
Superpetroleiros voltaram a circular pelo Estreito de Ormuz nesta sexta-feira, 19 de junho, após a assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã. A via marítima, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo, havia sido fechada após o agravamento do conflito no Oriente Médio. O acordo provisório de 60 dias suspende as taxas de passagem e estabelece um período de negociações para um tratado de paz definitivo entre os dois países.
O presidente Donald Trump afirmou em entrevista coletiva que o acordo assinado ‘não é final’ e que os Estados Unidos continuarão monitorando as atividades nucleares do Irã. A declaração gerou apreensão nos mercados internacionais, mas o fluxo de navios no Estreito de Ormuz já foi retomado. O Irã, por sua vez, anunciou que dispensará as taxas de trânsito durante o período de negociação de 60 dias, conforme os termos do memorando assinado nesta semana.
O acordo representa o maior avanço diplomático na região desde o início da crise no Oriente Médio. Especialistas em relações internacionais apontam que a trégua de 60 dias pode abrir espaço para negociações mais amplas, incluindo o programa nuclear iraniano e a influência do Irã em países como Iêmen e Síria. O secretário-geral da ONU elogiou o acordo e pediu que ambas as partes mantenham o diálogo aberto durante o período de negociação.
O mercado de petróleo reagiu positivamente à notícia, com o barril do Brent registrando queda de 4% nos pregões internacionais. Para o Brasil, a estabilização do Estreito de Ormuz é positiva, já que reduz a pressão sobre os preços dos combustíveis no mercado interno. O ministro de Minas e Energia afirmou que o governo brasileiro acompanha as negociações com expectativa e espera que o acordo definitivo traga paz duradoura para a região do Oriente Médio.

















