O Brasil rejeitou a maior parte das declaracoes propostas durante a cupula do G7, realizada em Biarritz, na Franca, entre os dias 15 e 17 de junho. Segundo apuracao do jornal Valor Economico, apenas tres documentos tiveram o endosso brasileiro, em meio a divergencias politicas e economicas com os demais paises do grupo.
Os tres documentos endossados pelo Brasil foram: o da luta contra o trafico internacional de drogas, o de apoio ao combate global contra o cancer e o de regulacao da internet para criancas e adolescentes. Temas como mudancas climaticas e comercio internacional ficaram de fora do apoio brasileiro devido a divergencias com as posicoes dos paises desenvolvidos.
O presidente Luiz Inacio Lula da Silva participou da cupula e aproveitou o encontro para negociar diretamente com o presidente americano Donald Trump a suspensao das tarifas de 50 por cento impostas aos produtos brasileiros. A tarifacao americana atinge principalmente os setores de aco, ferro e cafe industrializado, com prazo final para ingresso em vigor em 15 de julho.
A posicao seletiva do Brasil no G7 reflete a estrategia do Itamaraty de alinhamento com paises em desenvolvimento e critica ao sistema financeiro internacional. O chanceler Mauro Vieira liderou as negociacoes preparatorias. A avaliacao do governo e de que o espaco para dialogo com os Estados Unidos continua aberto, apesar das divergencias na cupula.

















