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Morte em rope jump expoe falta de fiscalizacao em esportes radicais no Brasil

A morte da jovem Maria Eduarda em Limeira expôs as graves falhas na fiscalização de esportes radicais no Brasil. Especialistas apontam que o rope jump não possui norma específica no país e que os protocolos de segurança foram ignorados pelos responsáveis. O grupo que organizava os saltos não tinha empresa formal nem autorização para atuar na Ponte do Esqueleto.

O rope jump, esporte radical que usa cordas estáticas para saltos em altura, não possui regulamentação específica no Brasil. Embora existam 57 normas da ABNT para turismo de aventura, a modalidade não consta em norma própria por ser considerada recente no país.

Os responsáveis pelo salto não tinham empresa formalizada. Eram um grupo de praticantes que se conheceu pelo esporte e promovia eventos informais usando marcas como Ih Voei e Entre Cordas. A polícia confirmou que eles atuavam há cerca de um ano sem qualquer registro legal.

Especialistas em segurança ouvidos pelo GLOBO afirmaram que o salto não seguiu nenhum protocolo. Não houve dupla checagem do equipamento, nem briefing com a participante. A posição de salto conhecida como aviãozinho não é recomendada para iniciantes pelo risco de desequilíbrio.

O Brasil registrou ao menos cinco acidentes com rope jumping desde 2020, dois deles com mortes. A Associação Paulista de Rapel defende a criação de uma lei específica para a modalidade e alerta para a urgência de uma fiscalização mais rigorosa em todo o país.

by NOVATOPNET
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