A União Europeia impôs uma medida inédita que obriga o WhatsApp a permitir o acesso de inteligências artificiais concorrentes à sua plataforma. A decisão faz parte do novo marco regulatório europeu para grandes empresas de tecnologia, visando aumentar a concorrência no mercado de mensageria e inteligência artificial.
A Comissão Europeia determinou que o WhatsApp, de propriedade da Meta, deve abrir sua plataforma para que IAs de concorrentes possam interagir com os usuários. A medida se baseia no Digital Markets Act, que classifica o WhatsApp como gatekeeper por sua base de mais de 200 milhões de usuários na Europa.
Com a decisão, assistentes como o ChatGPT, o Google Gemini e o Claude da Anthropic poderão ser integrados diretamente ao WhatsApp. O usuário poderá escolher qual IA usar nas conversas, sem precisar sair do aplicativo. A regra vale tanto para versão pessoal quanto para o WhatsApp Business.
A Meta recorreu da decisão, argumentando que a medida compromete a segurança e a criptografia de ponta a ponta do aplicativo. A empresa tem 60 dias para se adequar à determinação ou enfrentará multas de até 10% do faturamento global. O caso é visto como um teste para a regulação de big techs na Europa.
A decisão europeia pode ter impacto global. Outros países, como Brasil e Índia, acompanham de perto o desenrolar do caso. A medida representa uma mudança significativa na forma como as plataformas de mensageria operam, abrindo caminho para uma integração maior entre diferentes serviços de inteligência artificial.














