inControl
Now Reading
VELOCIDADE EM ESCALA MENOR…

Qualquer menino entre 3 e 15 anos, já ficou maravilhado, boquiaberto ou até mesmo catatônico ao ver carros, barcos, aviões ou trens em escala. Qualquer criança teve algo parecido com um carro de brinquedo, até mesmo meninas, com carrinhos da Barbie, ou seja lá que boneca seja a preferida delas. Mas já há algum tempo os modelos vêm se aprimorando, com níveis absurdos de detalhamento, que vão da pintura aos instrumentos do painel.

Mas o que atrai meninos e adultos de uns anos para cá é um novo nicho, que eleva o que era antes considerado brinquedo ou excentricidade a um nível muito mais avançado, mas ao mesmo tempo mais popular. O modelismo, em suas várias sub-divisões, têm conquistado mais e mais adeptos, e fomentado uma indústria que faz girar cada vez mais dinheiro. Veículos de todos os tipos são miniaturizados e condensados em escalas que variam de 1:72 a 1:8. Mas primeiro, o que quer dizer essa tal escala?

No colégio, na aula de geografia, a maioria das pessoas aprende a ler mapas. Mapas de países, de cidades, de Estados… e o mapa têm uma escala, que muitos não sabem o que quer dizer. Pois bem, simplificando, a escala é o que faz você perceber o quão pequeno algo é, quando comparado ao tamanho real. Por exemplo, uma escala de 1:18 (lê-se “um para dezoito”) quer dizer que, para cada 1 unidade de medida no modelo, equivalem 18 unidades da mesma medida no objeto real. Simplificando ainda mais, em um carro construído em escala 1:18, a cada 1cm do modelo equivalem 18 centímetros do original. Mas basta de explicações sobre a matemática da coisa, vamos às explicações sobre a história da coisa.

helicopteroN

O modelismo como temos hoje nasceu praticamente junto com o humano moderno. Segundo pesquisas, é impossível determinar quando apareceu, mas é possível extrapolar e imaginar o homem no início dos tempos, projetando edificações, testando a flutuabilidade de embarcações, planejando cercos à cidades inimigas, elaborando armas, etc. O modelismo sempre teve um caráter experimental, sendo que até hoje arquitetos e engenheiros utilizam-se de maquetes para mostrar tanto a capacidade estrutural de um edifício quanto as formas pretendidas.

Quando pensamos em modelismo, temos diversas subdivisões. As duas principais são o que eu chamo modelismo de exibição e o modelismo de controle. No modelismo de exibição, também conhecido por plastimodelismo, engloba desde os pequenos e famosos Hotweels até os complicadíssimos kits Revell, e o objeto reproduzido em escala fica estático, e apresenta um nível muito avançado de detalhes. Você pode, por exemplo, ter em casa uma miniatura de um avião da 2ª Guerra Mundial, ou de um carro de Fórmula 1, ou mesmo de um navio transatlântico. Existem modelos em miniatura de praticamente todos os meios de transporte já inventados pelo homem, sendo os mais procurados os modelos de veículos militares da 2ª Guerra. Há também os dioramas, que são maquetes representando uma situação, ou uma cena. Existem, por exemplo, dioramas de tropas alemãs prontas para emboscar soldados aliados, carros antigos em um ferro-velho, entre outras, mas os mais conhecidos são os que acompanham os saudosos ferroramas: montanhas, vegetação, estruturas de caixas d’água, os próprios trilhos, tudo reproduzido à perfeição.

modelismo2013

O ferrorama em si nos remete ao outro sub-grupo do modelismo, o modelismo de controle. Apesar de não ser exatamente controlado, o ferrorama, brinquedo popular da década de 80, é um misto de diorama com ferromodelismo. O trem, ao contrário do ambiente estático no qual se localizavam os trilhos, move-se em um círculo fechado formado pela via férrea. O dito “controle” limita-se apenas a colocar o trem em movimento ou pará-lo.

Dentro do modelismo de controle, há ainda sub-divisões: o já mencionado ferromodelismo, o automodelismo de fenda (autorama), o automodelismo RC (rádio-controlado), o aeromodelismo (aviões, balões, foguetes), o helimodelismo (helicópteros) e o nautimodelismo (barcos, lanchas e submarinos). Em quase todos os casos, os componentes são basicamente os mesmos: um corpo, carcaça, chassi ou fuselagem, que é a parte estrutural, conjunto direcional, conjunto motriz e conjunto receptor / transmissor. Vamos a cada um deles CLICK NA IMAGEM DE TEXTO:

Click para ler!

Em termos de público-alvo, o modelismo alcança desde crianças de 6 anos a adultos de 60. Especialmente se levarmos em conta a questão financeira: embora tenhamos certos modelos com preços bem acessíveis, um modelo profissional pode chegar à cifras equivalentes a um carro popular. Não é difícil encontrar modelos que ultrapassam os R$ 20.000,00, especialmente quando construídos peça por peça. Modelos RTR (Ready-To-Run, ou prontos para correr) normalmente são mais baratos, mas ainda assim são um investimento para quem é muito apaixonado pelo hobby ou para quem tem o dinheiro sobrando. E é fato que a maioria dos modelistas não se enquadra no segundo grupo. Existem muitos modelistas que, para economizar, constroem o que podem em casa, e só compram o que não podem construir ou reaproveitar.

Este artigo é apenas uma introdução ao modelismo, futuramente tentarei apresentar artigos específicos sobre cada tipo de modelismo, e, se possível, com entrevistas de modelistas amadores e profissionais.