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Automodelismo (CARROS)

Automodelismo I – Modelos “Toy Grade”, ou BRINQUEDOS! 

Salve, salve, amigos modelistas!(by Bushido)

Hoje inicio com grande orgulho uma pequena série de artigos, todos sobre modelismo, todos sobre automodelismo. Mas nem todos sobre o mesmo assunto. 

automobilismo 0001Explicando melhor, cada artigo (que pretendo publicar semanalmente, se puder), vai falar sobre o hobby do qual tenho mais conhecimento. Sou um grande apreciador de outros tipos de modelismo, como ferromodelismo, aeromodelismo, nautimodelismo… mas minha experiência com esses tipos de hobby se limitam a observar, ler e tentar aprender. Com o automodelismo, apesar de não muito profunda, minha experiência vem de anos: desde o autorama, passando pelos modelos de brinquedo (brinquedo MESMO) e finalmente com automodelos propriamente ditos. 

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Nesse primeiro artigo, vou falar um pouco sobre a fronteira entre as duas diferentes classes de automodelos, ou mesmo de modelismo em geral: a classe “brinquedo” (toy-grade), e a classe “hobby” (hobby-grade). Ok, algumas pessoas podem perguntar “certo… mas e os modelos da classe hobby não são brinquedos também?”, e outras pessoas vão gritar com você dizendo “pô, cara! Tá comparando meu Traxxas Slash 4×4, com bateria LiPO e combo Mamba Monster com um brinquedo?”… Na verdade, na minha opinião (e na opinião de vários modelistas), os modelos hobby-grade são sim brinquedos, e o primeiro grupo vai fazer uma pergunta válida. Obviamente, se você procurar um modelo toy-grade, o mais caro que você encontrar deve custar aproximadamente o mesmo que um modelo de entrada hobby-grade. Como diz o nosso amigo Jang, do forum UltimateRC (e também do canal UltimateRCnetwork, no YouTube), os modelos toy-grade são feitos principalmente visando o público infantil, crianças até os 8 anos. E muitos pais vão torcer o nariz para modelos que podem custar 200, 300, 500 ou até 1.000 dólares para seus filhos, sobrinhos, etc. 

O modelismo toy-grade merece muito respeito por duas razões: 

1º – Eles são encontrados praticamente em todos os lugares. Lojas de brinquedos, hipermercados, lojas de artigos importados… praticamente todas as maiores cidades de qualquer país têm um desses tipos de estabelecimento. E isso faz com que a indústria de modelos toy-grade gire MUITO mais dinheiro do que a indústria de modelos hobby-grade; 

2º – Os modelos toy-grade têm um preço muito mais atrativo do que um hobby grade, como já mencionado. Portanto, o que você acha mais fácil de encontrar na rua? Um modelo hobby-grade de mais de R$ 2.000,00 nas mãos de um adulto, ou um brinquedo de R$ 50,00 ou R$ 100,00 nas mãos de uma criança? 

Por essas diferenças básicas, a indústria de modelos toy-grade merece respeito. Quando chegar na sua pista R/C local, ou onde quer que você ande, e ver uma criança brincando com o seu ultra-futurístico-plástico-barato-pilhas-sem-suspensão carrinho de controle remoto (eu realmente ODEIO essa expressão), nada de ficar zoando a criança (ou o jovem, ou o adulto) por conta do que faz ele se divertir. Incentive-o, mostre o seu modelo sem esnobar o dele, faça-o tirar o máximo proveito do seu brinquedo. Isso pode ser o bastante para que, no futuro, você tenha mais um amigo para tirar aquele raxa, ou sair fazendo bashing juntos. 

Pois bem. Eu mesmo sou um exemplo deste tipo de coisa. Já tive um automodelo toy-grade, e quando levava ele ao aeroclube para ver os adultos voando seus aeromodelos, sempre tinha um ou outro que zoava o meu modelo com um hobby-grade, motor à combustão, suspensão ajustável… Mas a maioria se divertia junto comigo, especialmente os aeromodelistas, que pediam para acompanhar os aeromodelos enquanto taxeavam pela pista. Isso me incentivou a, anos mais tarde, partir para o meu primeiro automodelo hobby-grade, há cerca de 6 meses atrás. Como disse em outro post, não sou experiente como um modelista de 5, 10 anos, mas procuro absorver tudo o que posso, e transmitir a quem ainda não começou no modelismo. E se você, caro leitor que não tem qualquer automodelo, estiver passando em frente a uma loja de brinquedos e ver um “carrinho” que te desperte a atenção, compre se puder. Vá para a rua em frente à sua casa e divirta-se. E não de atenção para aquela rizadinha do seu vizinho, ele provavelmente nunca teve um desses, mas adoraria. 

Bom, é isso. Na semana que vem, mais sobre automodelismo no segundo artigo da série. Até lá!

(leia… Parte II)